QUEM circula pelas portas de hospitais e ambulatórios poderá constatar longas filas de espera. Já de madrugada chegam doentes, tentando assegurar o direito de serem atendidos. Não raro, o número excessivo de pessoas, obriga médicos a exames rápidos. A situação fica muito mais penosa por causa do preço dos medicamentos e das dificuldades para internação de pacientes. Muitos idosos doentes gastam boa parte da aposentadoria em medicamentos.
O
DOENTE tem direitos, mas, nem sempre são respeitados: Direito à vida, à
saúde, a um atendimento humano e respeitoso por parte da família e dos
profissionais de saúde. Tem direito de receber explicações claras a respeito de
sua situação: diagnóstico e prognóstico; direito à assistência espiritual;
direito de ser valorizado e de receber solidariedade de todos e nunca ser
abandonado.
O PAPA Leão
XIV, em sua mensagem por ocasião do Dia Mundial do Doente, nos motiva a
carregar a dor do outro e, chama nossa atenção para o cuidado com os
necessitados, os que sofrem, como acontece com os doentes. O Papa afirma:
“Vivemos imersos na cultura do efêmero, do imediato, da pressa, bem como do
descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho
da vida para olhar as necessidades e os sofrimentos ao nosso redor”.
POR
OCASIÃO do Dia Mundial do Doente, manifestamos nossa gratidão aos médicos,
sanitaristas, enfermeiros e atendentes comprometidos em acolher enfermos e
acidentados, empenhando-se para que consigam a cura e prolonguem a vida.
Merecem reconhecimento especial os membros da Pastoral da Saúde, homens e
mulheres, que dedicam horas por semana visitando doentes em suas residências ou
nos hospitais. Eles estão visitando o próprio Jesus que disse: “Eu estava
doente e me visitastes”. (Mt 25,36).
JESUS foi
amigo das crianças, dos pobres, da multidão faminta, dos apóstolos, mas de modo
especial foi amigo dos doentes e das pessoas com alguma deficiência como:
cegos, surdos, mudos, coxos… Convidava o doente a sair da resignação passiva e
ter uma atitude positiva. É surpreendente que, em muitas curas, ele que é o
médico do corpo e da alma, atribui a cura não ao seu poder, mas à fé da pessoa.
Por isso diz ao doente: “A tua fé te curou” (Mc 5,34).

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