quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Polilaminina: 23 pacientes paralisados já conseguiram se mexer; veja em quais Estados

 

Mitter Mayer, que trabalha com a Dra. Tatiana Sampaio, revelou que mais de 20 pacientes paralisados já conseguiram se mexer com a polilaminina.- Fotos: reprodução/Instagram

A esperança aumenta a cada dia. O tratamento experimental revolucionário com a polilaminina já apresentou resultados positivos em mais de 20 pacientes que estavam paralisados e conseguiram se mexer, em várias partes do Brasil.

A revelação foi feita por Mitter Mayer, que coordena o grupo de trabalho da polilaminina no Espírito Santo, com supervisão da Dra. Tatiana Sampaio, a bióloga da UFRJ que descobriu esse tratamento, que teve a fase 1 de testes aprovada pela Anvisa.

“A gente tem visto aí na mídia muitas páginas dizendo que 6 pacientes já voltaram a ter mobilidade, voltaram a se mexer, tiveram avanço… Não são só 6, são muito mais. Seis foram apenas no estudo clínico acadêmico. Agora no uso compassivo [com autorização da justiça] já passaram de 20 pacientes que receberam e a maioria teve resultados”, afirmou Mitter Mayer em vídeo postado nas redes.

23 beneficiados

No total, 23 pacientes já tomaram a polilaminina em vários estados brasileiros, a maior parte com autorização da justiça. Foram 5 (ES), 4 (PR), 4 (RJ), 3 (MG), 2 (SP), 1 (RN), 1 (MS), 1 (GO), 1 BA e 1 (MA).

As equipes médicas da polilaminina vão pessoalmente até os hospitais onde os pacientes estão internados para fazer a aplicação da injeção, informou Mitter ao Só Notícia Boa.

A polilaminina é um remédio inovador brasileiro, desenvolvido pela dra. Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, que usa a proteína laminina, encontrada na placenta humana, para regenerar neurônios, reestabelecer conexões nervosas lesionadas na medula espinhal e devolver movimentos e sensibilidade a pessoas que ficaram tetraplégicas e paraplégicas.

Cuidado com a desinformação

Ele alertou que tem pessoas tentando se passar pela Dra, Tatiana nas redes sociais para dar golpes e tirar dinheiro de famílias desesperadas. Mitter reforçou que a bióloga não tem redes sociais.

“Apareceram diversos perfis na rede social com o nome da doutora Tatiana. A doutora Tatiana não tem rede social. Fiquem atentos. Cuidado com golpes. Tem muita gente querendo se aproveitar de momento de fragilidade das pessoas para poder aplicar golpes. Não acreditem nesses perfis com nome da doutora Tatiana. Não é ela”, afirmou.

E lembrou que só existe um caminho para conseguir a polilaminina: o laboratório Cristália, que trabalha em parceria com a Dra. Tatiana e é a única empresa responsável pela produção do remédio.  “Não acreditem em fakes, em pessoas tentando facilitar a vida para conseguir a polilaminina. O caminho é procurar a Cristália se você tiver uma lesão completa dentro de 90 dias da janela terapêutica ideal”, lembrou Mitter.

Não está à venda

A polilaminina não está à venda porque ainda não foi liberada pela Anvisa, diz a nota de esclarecimento no site da Cristália.

Assim, só é possível ter acesso ao remédio com autorização judicial, o chamado uso compassivo.

Por que a doutora não tem redes sociais

Mitter explicou que a Dra. Tatiana está muito focada no desenvolvimento da polilaminina e por isso não pode perder tempo nas redes.

“A doutora Tatiana tá conduzindo outras pesquisas, até para dar mais segurança para os casos crônicos, pra conseguir avançar, pra ter um modelo que vai dar mais resultados. E é isso que a gente espera. Então, por isso, a gente precisa que a doutora Tatiana fique focada no laboratório, no seu trabalho, para continuar o desenvolvimento da polilaminina e não aqui nas redes sociais”, concluiu.

Paciente por Estados que já receberam o o tratamento com a polilaminina. - Fonte: coordenação de trabalhos da polilaminina
Paciente por Estados que já receberam o o tratamento com a polilaminina. – Fonte: coordenação de trabalhos da polilaminina

Veja o post do Mitter Mayer sobre pacientes paralisados que voltaram a se mexer com a polilaminina:

Só Notícia Boa

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