Dizer adeus nunca é fácil, mas encontrar consolo nas memórias que construímos torna a partida um pouco mais leve. Hoje, meu coração se aperta com a transição da querida Gorette para a pátria espiritual, mas se aquece ao lembrar da sua luz, da nossa história e do carinho que nunca se perdeu.
Nossa adolescência foi um capítulo mágico. Passeio nas imagens dos bailes no Clube Euterpe Jacuipense, Lira 8, nos desfiles de Broto do Ano que você participava e eu apoiava. O jornalzinho Olho Vivo que editamos no Ginásio Nossa Senhora da Conceição (eu estava longe de imaginar que me tornaria jornalista), os primeiros anos na UEFS. O tempo passou, a vida adulta nos apresentou caminhos diferentes e o distanciamento físico aconteceu. Mas a verdade é que nunca nos afastamos de verdade. Sabíamos uma da outra e, em cada evento social em que nos cruzávamos, o tempo parecia congelar: a conexão era imediata, com a mesma naturalidade dos nossos anos de juventude.




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