O município de Riachão do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe, será a capital cultural da região entre os dias 3 e 5 de setembro. Com foco em literatura, cultura e audiovisual, evento promove feira integrada e oficinas gratuitas em parceria com o festival de cinema BACINE.
A cidade recebe a primeira edição do LER Riachão – Feira Literária, Cultural e Audiovisual, um evento inédito criado para celebrar a leitura, a memória e a identidade do povo jacuipense.
Serão três dias de encontros, literatura, música, teatro, cinema, oficinas, exposições e contação de histórias. O projeto convida cada visitante a vivenciar experiências únicas e descobrir que uma cidade também pode ser lida. A iniciativa integra a comunidade escolar, coletivos culturais e o festival de cinema BACINE, unindo as narrativas escritas às telas e mídias tecnológicas.
Mesas Literárias e Debates no dia 4 de setembro
A programação de debates e encontros literários ganha força na sexta-feira, 4 de setembro, dividida entre o espaço da ASPAM e a Praça da Matriz:
14h30 às 15h30 (Local: ASPAM): “Quando a palavra encontra o jovem - leitura, escrita e novas formas de contar histórias”. Uma roda de conversa com professores escritores do município e de cidades circunvizinhas, reunindo Ricardo Heavy, Joce Araújo e Pablo Rios, sob mediação de Lorena Clarice.
16h00 às 17h00 (Local: ASPAM): “Literatura e memória — a escrita como forma de guardar um modo de vida”. Mesa que celebra a palavra escrita como guardiã da identidade local, reunindo os autores Amarilio Soares, Messias Bezerra e José Avelange, com mediação de Gabriel Almeida.
17h00 às 18h00 (Local: Praça da Matriz): “Entre versos e canções — um encontro de música, poesia e cultura”. O painel reúne o cantor Del Feliz e a jovem Julinha para exaltar a força e a beleza da cultura nordestina. O bate-papo e cantoria serão mediados pelo cineasta, músico e poeta Olney São Paulo Junior.
Forró
de encerramento na Praça da Matriz
Para
embalar o público e encerrar as atividades com festa, o sábado, 5 de setembro,
reserva espaço para a música regional. A partir das 21h, na Praça da Matriz,
acontece a apresentação do Quarteto de Luiz, prometendo levar muito forró,
dança e alegria para moradores e visitantes.
A organização reforça que todas as atividades, mesas e apresentações musicais são totalmente gratuitas e abertas ao público. Detalhes extras sobre oficinas de audiovisual e atualizações de horários podem ser acompanhados no perfil oficial do evento no Instagram: @lerriachao.
Literatura e cinema se encontram

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Riachão do Jacuípe
recebe de 4 a 6 de setembro de 2026 O BACINE – Festival de Cinema da Bacia
do Jacuípe, evento gratuito que une audiovisual, formação e memória para
aproximar o público da produção cinematográfica baiana e ampliar a circulação
de obras e realizadores fora dos grandes centros.
A programação inclui Mostra Baiana, Mostra
Estudantil, oficinas de formação, atividades culturais, feira
de artesanato regional e debates sobre a história do cinema
produzido na região. As inscrições para a Mostra Baiana seguem abertas até
24 de agosto, às 23h59, e são gratuitas. Podem concorrer curtas de ficção,
documentário, animação e experimental, com até 25 minutos de duração,
finalizados a partir de 2024 e realizados por pessoas nascidas ou residentes na
Bahia. A Mostra Estudantil, por sua vez, reúne produções de instituições de
ensino fundamental, médio, técnico ou superior. O festival distribuirá
R$ 3 mil em prêmios, além de troféus e certificados nas diferentes
categorias.
Um território com história no cinema
A escolha de Riachão do Jacuípe como sede não é
aleatória: a cidade é terra natal do cineasta Olney São Paulo, um
dos precursores do documentário no país; o Dia Nacional do
Documentário, celebrado em 7 de agosto, homenageia justamente sua data de
nascimento. Segundo a jornalista e produtora cultural Laura
Ferreira, coordenadora e curadora do BACINE, a região “é
uma região cinematográfica” e reivindica esse título por sua ligação
direta com a trajetória do cineasta jacuipense, que ao longo da vida retratou o
interior brasileiro em obras marcantes.
A relação entre Riachão do Jacuípe e o cinema remonta
a décadas. Em 1970, Geraldo Sarno filmou parte de “Coronel Delmiro
Gouveia” no distrito de Pé de Serra. Já na década de 1960, Oscar
Santana e o próprio Olney São Paulo rodaram “O Caipora” no
distrito de Chapada, região onde Olney também gravou Sinais de Chuva. Para
reativar essa memória, o festival promove o ECOCINE, passeio
ciclístico até o local onde foram filmadas cenas de O Caipora, unindo cinema,
história, natureza e território.
A obra e a trajetória de Olney São Paulo também serão
tema de uma roda de conversa no dia 4 de setembro, com Yves São Paulo,
doutor em Filosofia pela UFBA e organizador da coletânea “Olney São Paulo por
ele mesmo”.
Formação como eixo do festival
Além das exibições e debates, o BACINE aposta
na formação audiovisual como forma de ampliar o acesso à produção
cinematográfica. Três oficinas gratuitas compõem essa frente:
- “Do livro ao cinema: uma adaptação para ficção e documentário”, com a diretora, roteirista e fotógrafa Fernanda Walentina, responsável por documentários como Modernidade Ancestral – Xukuru do Ororubá e É Preto, É Gente?;
- “Cinema de Bolso: possibilidades audiovisuais com equipamentos acessíveis”, ministrada pelo cineasta Ícaro Matheus, que atua há 12 anos na produção audiovisual do Território do Sisal;
- “Fotografia no cinema: do olhar à imagem”, com o artista visual e fotógrafo Wadson Bahia, que já integrou equipes de fotografia de produções como Guerra do Pau de Colher e Terceira Ilha. (com informações do Alô Alô Bahia)

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