Esta eleição determina o fim de uma era política marcada pelo domínio da esquerda. Acompanhando a onda que varre a América Latina, o Brasil emplacou uma maioria de senadores mais próxima da direita. O PL, agora com 28 senadores, tornou-se a maior bancada do Senado, tornando aquela Casa mais receptiva às pautas defendidas por esse campo político.
A eleição também pode marcar o fim da era Lula. Mesmo que consiga virar o jogo no segundo turno — algo que nunca aconteceu nas eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização —, a tarefa parece especialmente difícil. Flávio Bolsonaro chega à segunda rodada mais próximo dos eleitores dos demais candidatos que ficaram fora da disputa, o que reduz o espaço de Lula para buscar os votos necessários à reversão do resultado.
As
ações do STF e do TSE, vistas como intervenções excessivas no processo
eleitoral- inclusive o cancelamento do debate na Globo- e na campanha,
contribuíram de forma poderosa para esse movimento de reação da direita, que
impulsionou Flávio Bolsonaro à liderança da votação no primeiro turno. Ao final
da apuração, Flávio terminou à frente de Lula, levando a disputa para o segundo
turno.
A
expressiva votação de Tarcísio de Freitas em São Paulo — reeleito governador no
primeiro turno com 62,65% dos votos válidos — também contribui para
contrabalançar a margem de votos que Lula tradicionalmente obtém no Nordeste e
o transforma em um dos principais pesos-pesados da política brasileira para a
próxima eleição presidencial.
O
segundo turno, portanto, parte com vantagem política para Flávio Bolsonaro. De
qualquer modo a onda de mudança que emergiu das urnas deve reafirmar sua
vitória presidencial, exceto, claro, se surgirem novas ações ou intervenções
capazes de alterar o cenário e influenciar o desempenho dos candidatos.
Essa
eleição mudou o destino do país!

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