segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O perdão pode curar?

Promovida pela Arquidiocese de Feira de Santana, acontece, no próximo domingo, 1 de março, a décima segunda edição da Caminhada do Perdão. É uma Celebração Penitencial para perdoar e ser perdoado. Participam milhares de fiéis das 46 paroquias da Arquidiocese, manifestando assim, a fé e a esperança de pessoas e famílias sedentas de misericórdia e reconciliação. O perdão é o melhor caminho para a paz!

QUANDO somos ofendidos, menosprezados, caluniados, agredidos ou, pior ainda, alguém que amamos é assassinado, é normal sentirmos raiva, ódio e sermos tomados por um sentimento de vingança. Os sentimentos são normais, mas, o perdão não pode depender de nossos sentimentos. Ele deve ser racional. Nesses momentos difíceis devemos aprender a usar a razão e a fé. Perdoar é a maior recompensa que podemos dar a nós mesmos.

O PERDÃO é também, e sem dúvida alguma, a cura de muitos males em nossa vida. Perdoando a pessoa que nos ofendeu e pedindo perdão a Deus, podemos alcançar até mesmo a cura de alguma doença causada pela raiva, pelo ódio, pelo sentimento de vingança que sentíamos. Acredite, o perdão é um santo remédio para prevenir e curar muitas doenças. Se Deus sempre nos perdoa, quem somos nós para não perdoar? Quando procedemos dessa forma, a saúde e a serenidade entram em nossa vida.

A FAMILIA é o melhor lugar de perdão. Não temos pais perfeitos e não somos perfeitos. Não casamos com uma pessoa perfeita e nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Sem perdão a família torna-se um lugar de conflitos. A discórdia é um veneno que intoxica, autodestrói e mata. A família deve ser o lugar de vida e não de morte. Um paraíso e não um inferno. Um lugar de saúde e não de doença. Portanto, não existe família saudável e feliz sem o perdão”, (Papa Francisco).

A CAMINHADA do Povo de Deus, de Jesus, e do Perdão é, sem dúvida, uma expressão muito bonita e forte da penitência que a Igreja é chamada a fazer. É gesto concreto de conversão e celebração pública daquilo que nós acreditamos. Precisamos restabelecer nossa amizade com Deus, com as pessoas e conosco mesmos. A proposta que assumimos, desde o início da Quaresma, é conhecer Jesus e seguir seus ensinamentos.”. (Dom Zanoni Demettino Castro).

EMBORA de cunho pastoral e evangelizador, a Caminhada do Perdão, com o apoio de instituições para a sua realização e divulgação, tornou-se, também, um meio de manter obras sociais da Arquidiocese. Dessa forma, se concretiza a dimensão social da fé que possibilita, aos mais necessitados, uma vida com mais dignidade, pois, como afirma São Tiago, “A fé sem obras é morta” (Tg 2-17).

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito

 

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