Celebramos, anualmente, no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. É uma data comemorativa que foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975. Data para recordar a luta das mulheres na busca de seus direitos, denunciar todas as formas de violência que são cometidas contra elas e agradecer as conquistas sociais, políticas e econômicas que obtiveram ao longo dos anos.
EM MUITOS países, a cultura da igualdade de condições com o homem e de acesso às conquistas dos direitos humanos, ainda é um sonho para mulheres. No Brasil, a maioria das mulheres ainda enfrenta situações de desigualdade salarial, dificuldade no mercado de trabalho, acúmulo de responsabilidades familiares, vulnerabilidade social e muitos outros desafios.
OUTRA situação muito grave no Brasil é a
violência contra a mulher, particularmente, a doméstica e o feminicídio. Essa
violência é perversa, diabólica e inaceitável, quase sempre praticada por
esposos, companheiros, ex-companheiros ou namorados. As Delegacias da Mulher, a
lei Maria da Penha e as conquistas na implantação de políticas públicas,
garantidas pela Constituição de 1988, precisam continuar assegurando e com mais
justiça, os direitos conquistados pelas mulheres.
EXISTEM, no entanto, avanços
significativos e animadores, mais pela união das mulheres do que pela vontade
política. Há, também, o desejo de uma nova maneira de construir a história
humana -, uma maneira feminina – em que se priorize o acolhimento, o serviço, o
diálogo e a paz. Elas adquiriram maior consciência de seu estado e passaram a
se empenhar na luta pela igualdade de direitos e pela sua dignidade.
O
PAPA Francisco,
em diversas oportunidades, se manifestou sobre a missão da mulher na sociedade
e na Igreja: “Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe. Sem
ela não há harmonia e o mundo não seria bonito, não seria harmonioso. Explorar
as pessoas é um crime muito grave, mas explorar uma mulher é um crime ainda
pior porque é destruir o amor, a ternura e a misericórdia que Deus tem por nós.
Agradeço a todas as mulheres que procuram construir uma sociedade mais humana e
acolhedora”.
DESEJO, finalmente, prestar uma homenagem
a três mulheres corajosas que conheci e são uma referência em minha vida: Madre
Tereza de Calcutá (1910-l999), Santa Dulce dos Pobres (l914-l992) e Dra. Zilda
Arns (l934-2010). Essas mulheres, completamente esquecidas de si, promoveram e
defenderam a vida de crianças, doentes, pessoas idosas e gente jogada no lixo
da vida. Elas engrandeceram o gênero humano e me ensinaram que a alegria de
servir aos mais necessitados, é nossa maior recompensa. Obrigado a ti mulher!
Dom
Itamar Vian
Arcebispo
Emérito

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