Ao receber a notícia do passamento do jornalista Jair Cesarinho, fizemos uma viagem no tempo e recordamos a convivência descontraída da redação do extinto Jornal Feira Hoje, onde tivemos o prazer de trabalhar ao lado de figuras como Rogério Santana, Itajaí Pedra Branca, Valter Vieira, Aristides Oliveira, entre outros, que eram radialistas, mas, atuaram no jornal no final dos anos 60 e início dos anos 70. Foram inúmeras estórias que mais tarde geraram crônicas para o nosso blog Sempre Livre.
Se
fazia muitas brincadeiras entre colegas que algumas vezes geravam alguma rusga
momentânea, mas com Jair não tinha disso. Lembramos de um dia em que ele fez
alguma pegadinha com o colega Anchieta Nery que não reagiu bem e revidou.
Aproveitou um momento de distração de Cesarinho e pegou a matéria que ele
estava escrevendo e transformou em papel picado. Ao contrário do que se podia
esperar, Jair não se incomodou. Deu boas risadas e se sentou para escrever a matéria
novamente.
Esse
era Jair Cesarinho. E esse era o clima da redação naquela época. Alguém podia
até se zangar num primeiro momento, mas, tudo acabava em boas risadas. No
máximo ficavam maquinando uma revanche, que poderia acontecer a qualquer
momento, até um mês depois. Lembramos do outro colega radialista, Rogério Santana,
que tinha o hábito de tirar os sapatos enquanto escrevia suas matérias. Numa
dessas oportunidades, alguém escondeu um pé do tênis que ele usava. Ele até
procurou o calçado, mas, não conseguindo encontrar, terminou seu trabalho e foi
tranquilamente para casa com um pé descalço. Um mês depois o tênis foi
localizado.
Naquela
época éramos como uma família. Brincávamos, fazíamos pegadinha um com os
outros, em algum momento havia uma zanga que logo passava. Mas, estávamos
sempre prontos para ajudar ou defender qualquer um dos colegas. Lembramos de um
dia em que o irmão de uma moça que havia passado a noite fora de casa, passou a
manhã de tocaia para pegar um colega que ele acusava de ser o responsável pelo
fato. Nós tratamos de escondê-lo e despistar o rapaz que estava disposto a
dar-lhe uma surra. Diga-se de passagem, pelo menos nesse episódio, ele era
inocente. Não revelo o nome de Reginaldo Pereira nem sob tortura.
Nossa
intenção ao começar a escrever essa crônica, era fazer uma homenagem à Jair
Cesarinho, que dispensa mais comentários sobre a pessoa alegre, descontraída e
solidária que ele foi. Mas, terminou em boas recordações de momentos marcantes
da nossa jornada, especialmente no início de carreira.
Fica
aqui a nossa gratidão à Deus por nos permitir essa convivência saudável, e
nosso abraço solidário a todos os familiares, colegas e amigos de Jair
Cesarinho, rogando à Jesus que o ampare e conduza em paz para sua nova morada!
Até
breve!

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