![]() |
| Empresa da Hannah faz mudanças para mulheres após a separação de forma acolhedora. A boa ideia virou negócio lucrativo no Reino Unido. - Fotos: Hannah Crawford / SWNS |
A ideia surgiu em abril de 2025, quando Hannah começou a oferecer serviços de mudança para outras mulheres. Ela descobriu que muitas tinham medo de contratar homens desconhecidos para entrar em casa. Uma delas contou que um profissional passou a enviar mensagens assustadoras depois de descobrir onde ela morava.
O serviço fez tanto sucesso que, em apenas três meses, Hannah já trabalhava seis dias por semana. E a empresa cresceu. Agora, em outubro de 2026, conta com uma rede de 20 profissionais, atende mulheres e pessoas LGBTQ+ em diferentes regiões do Reino Unido e tem planos de multiplicar o faturamento por cinco até o fim do ano. “Tive a ideia de ajudar outras mulheres a se mudarem e achei que seria bastante interessante, divertido e que me permitiria conhecer novas pessoas”, contou à agência SWNS.
A ideia nasceu de um problema comum
Natural de Bathgate, na Escócia, Hannah mora atualmente em Hampstead, Londres. Antes de criar o negócio, ela trabalhava como produtora teatral e coach de negócios. E passou a oferecer ajuda em grupos do Facebook, sem imaginar a quantidade de mulheres interessadas.
“Sempre fui alguém a quem as pessoas recorrem em momentos de crise, quando precisam de alguém que tenha a vida sob controle”, explicou.
As primeiras publicações viralizaram e revelaram um problema maior do que ela imaginava. “Comecei a receber mensagens diretas de muitas pessoas contando histórias sobre suas piores experiências de mudança de todos os tempos.”
As reclamações femininas
Algumas clientes reclamavam de objetos quebrados, atrasos e profissionais descuidados. Outras relatavam situações de insegurança. “Uma mulher disse que o homem que a ajudou na mudança sabia onde ela morava e começou a enviar mensagens assustadoras”, lembrou.
Nesse momento de dor das pessoas ela descobriu um negócio lucrativo.
“É uma loucura ver mulheres e pessoas “queer” se prepararem e se armarem de coragem para uma experiência ruim em uma situação que já é bastante estressante.”
Vídeo de mulher recém-separada fez negócio crescer
Em abril de 2025, Hannah começou a alugar vans para realizar as mudanças. Preferiu não comprar um veículo porque o seguro era caro e ainda não sabia qual seria a demanda. Em julho daquele ano, já trabalhava seis dias por semana e não conseguia aceitar todos os pedidos.
O negócio ganhou ainda mais visibilidade em junho de 2026, quando ela publicou no Instagram um vídeo contando como havia ajudado uma mulher a se mudar depois de um término recente de relacionamento. A publicação viralizou e Hannah conquistou 8.300 seguidores em apenas duas semanas.
A procura cresceu tanto que ficou impossível continuar fazendo tudo sozinha. Em setembro de 2026, a empreendedora lançou uma rede com empresas de mudanças parceiras, que passou a atender clientes em diferentes regiões do Reino Unido. Hoje, ela atende em localidades distantes, de Elgin, na Escócia, até Devon e Cornwall, no sul da Inglaterra. “A meta para o final do ano é conseguir 100 trabalhos por mês e fazer 100 mudanças diferentes”, afirmou.
Como funciona o serviço

Hoje a empresa que faz mudanças para mulheres após a separação fatura R$ 70 mil por mês e começa a crescer. – Foto: Hannah Crawford / SWNS
A empresa atende desde pessoas que precisam transportar poucos pertences até famílias que desejam mudar de cidade com todos os móveis da casa. A cliente entra em contato, informa o tamanho da mudança e recebe um orçamento. Depois, o pedido é encaminhado à rede de profissionais, que assume o atendimento.
O preço considera a quantidade de objetos, os equipamentos necessários, o seguro, o combustível e a distância percorrida. E quando a mudança envolve uma casa inteira ou viagens entre cidades, ela afirma que a empresa costuma oferecer preços competitivos.
A empreendedora também procura criar oportunidades de trabalho para outras mulheres, com horários flexíveis. “As pessoas têm a oportunidade de ganhar dinheiro quando lhes convém”, explicou. A flexibilidade permite, por exemplo, que mães organizem os serviços de acordo com os horários de cuidado dos filhos.
Ela sabe como é enfrentar uma mudança sozinha
A preocupação de Hannah com as clientes não surgiu apenas das histórias que ouviu. Aos 20 anos, ela própria enfrentou uma mudança difícil, sem dinheiro para contratar ajuda e sem carro para transportar os pertences.
Na época, cursava o terceiro ano da universidade, em Londres, e precisava levar tudo o que conseguia carregar nos trens. “Eu nem sequer tinha um carro”, lembrou.
“Eu estava caminhando com bolhas nas mãos enquanto atravessava Euston em direção à estação de trem para voltar para casa, pensando: ‘isso é o pior’.” A lembrança daquela experiência influencia a maneira como atende as clientes.
“Se eu tivesse tido alguém como eu para dizer ‘está tudo bem, eu tenho minha van e tudo o que precisamos, vamos dar uma volta e parar para tomar um café e comer uns lanches’ e cuidar de mim naquele dia, isso teria mudado minha vida naquele momento.”
De mulher para mulher

Hanah teve a ideia de abrir a empresa de mudanças para mulheres em separação em 2025. – Foto: Hannah Crawford / SWNS
“Acho também que ver empresas lideradas por mulheres que atendem às necessidades de outras mulheres e pessoas queer é algo brilhante, e precisamos de mais disso”, concluiu.
Só Notícia Boa

Nenhum comentário:
Postar um comentário