segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Próximos dois anos podem ser os mais quentes já registrados, diz agência britânica

Os próximos dois anos podem bater o recorde mundial como os mais quentes já registrados no mundo, segundo pesquisa da agência meteorológica do Reino Unido.
O Met Office alerta que grandes mudanças no sistema climático podem estar a caminho por causa dos gases do efeito estufa, que aumentam o impacto de tendências naturais.
A pesquisa mostra que os efeitos do El Niño no Pacífico podem gerar um aquecimento do mundo inteiro.
O estudo revela também que o verão na Europa pode ficar temporariamente mais frio, enquanto o resto do mundo viveria os reflexos do aquecimento.
Os cientistas confirmam que em 2015, a temperatura média da superfície da Terra está se aproximando de níveis recordes: 0,68 °C acima da média registrada entre 1961-1990.

Efeito estufa
O diretor da agência meteorológica britânica, Stephen Belcher, afirmou que as altas temperaturas registradas no mundo todo neste ano mostram a dimensão do impacto dos gases do efeito estufa.
"Sabemos que tendências naturais afetam as temperaturas globais todos os anos, mas as temperaturas muito quentes deste ano indicam o impacto contínuo dos gases do efeito estufa (produzidos pelo homem)."
"Com o potencial de que o próximo ano seja tão quente quanto este, fica claro que nosso clima continua mudando", completou.
Rowan Sutton, da Universidade de Reading, confirmou os resultados do estudo. "Parece que mundialmente, 2014, 2015 e 2016 estarão entre os anos mais quentes da história. Isso não é um acaso. Vemos os efeitos da energia acumulados de forma constante nos oceanos e na atmosfera, e eles são causados pelos gases do efeito estufa."

Tendências
Os cientistas dizem que os efeitos do aumento da emissão de CO2, combinado a tendências naturais de longo prazo nos oceanos, deixam o sistema climático "muito interessante". Eles suspeitam que maiores mudanças ainda estão por vir.
"É um importante ponto de virada no clima da Terra, com muitas mudanças grandes acontecendo de uma vez", disse Adam Scaife, da Agência Meteorológica britânica. (Veja matéria completa no BBCBrasil)


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