Vivemos a eleição mais importante desde a redemocratização porque ela encerra uma era — independentemente de quem herdar o trono. Lula ou Flávio ganhando representará apenas o espasmo agonizante de um modelo populista que nos legou confronto, ódio, ressentimento e um crescimento econômico tão pífio que faz a média mundial parecer o ápice do desenvolvimento.
Temos uma nação endividada, com indicadores educacionais trágicos e respirando por aparelhos à base de auxílios estatais. Criou-se uma cultura que criminaliza o empreendedorismo e jura que pautas identitárias — sem um centavo de lastro financeiro — são o passaporte para a salvação. Esquecem-se, em suas bolhas iluminadas, da imensa maioria silenciosa que busca apenas segurança, crescimento e a sobrevivência da família. A esquerda perdeu o manual de instruções dessa população, o que explica o favoritismo de Flávio Bolsonaro, herdeiro direto do governo bizarro que seu pai liderou.





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