Olhar para trás e celebrar 68 anos de vida é compreender que sou feita de histórias, de afetos e de lugares que guardo para sempre no coração. Minha jornada começou com a simplicidade mais bonita: a infância em Pé de Serra, onde o mundo ganhava cor com as bonecas de pano costuradas pelas mãos cheias de amor de minha mãezinha. Lembro-me, com uma saudade mansa, dos "cozidos" que improvisávamos nos quintais, estendendo a infância em brincadeiras com as amigas.
O tempo passou e a juventude floresceu em Riachão do Jacuípe. Como esquecer a magia das festas embaladas pela banda Os Loucos e depois Grupo Musical Espuma? Os salões da Euterpe Jacuipense e da Lira 8 de Setembro testemunharam nossos passos de dança, nossos risos e a alegria pura daquela época. No Centro Educacional Nossa Senhora da Conceição, a vida era um turbilhão de movimento: o orgulho dos desfiles de 7 de setembro e o pulsar das atividades do Grêmio Estudantil. Ali, ao lado da querida amiga Gorette, sem se quer sonhar que me tornaria jornalista, rascunhei minhas primeiras linhas profissionais ao darmos vida ao nosso jornalzinho Olho Vivo.
