quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dia Nacional da Cachaça



Hoje, dia 13 de setembro, comemora-se o Dia Nacional da Cachaça. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou por causa do dia 13 de setembro de 1661, que houve uma pressão dos produtores e consumidores de cachaça, que a coroa Portuguesa liberasse a produção de cachaça no Brasil.

Cachaça, cultura nacional
Neste dia muito comemorado por todos os que apreciam a maior expressão da cultura brasileira em forma líquida, as pessoas que admiram a cachaça têm uma chance de mostrar aos que torcem o nariz para ela que esta bebida é coisa muito fina, sim. A purinha (ou qualquer outro apelido carinhoso que você queira) é genuinamente brasileira e não abaixa a cabeça para nenhuma outra bebida que venha de fora.

Ela é tradição, história, folclore, cor, aroma, sabor, aquele fim de semana na chácara, boa música, baralho, conversa, viola e fim de tarde na varanda. Sempre que consumida com responsabilidade, vira o centro das atenções em rodas de amigos, comentada e apreciada por quem vem de fora, é o soro da verdade, a fonte da juventude, a coragem para chegar em quem te interessa, desperta o John Travolta e o campeão do karaokê em qualquer um.
É rica em detalhes, tem personalidade e pegada forte, mas é um doce com quem sabe lidar com ela. Tem a capacidade única de se combinar com várias outras coisas e ser sempre diferente sem mudar a essência. Ela evoluiu muito, mas a alma é imutável. Assim como a cana, tem suas raízes na nossa terra. São milhões de consumidores e um assunto em comum. Histórias com um personagem sempre muito descontraído. Milhões de “cara, você nem imagina o que aconteceu depois que estávamos bebendo uma cachacinha aquele dia”. E bilhões de litros que englobam parte da composição de um país inteiro.
Hoje é um dia de comemoração, mas acima de tudo, é um dia para lembrar a todos que a cachaça é um patrimônio brasileiro e deve ser tratada com o respeito devido. Quando eu digo respeito, não falo apenas de dar o valor que a cachaça e seu processo produtivo merecem, mas principalmente, no respeito às pessoas que estão à sua volta.
Temos que apreciar a nossa cachaça, mas sem esquecer de sermos responsáveis. Eu, por exemplo, prefiro ficar em um lugar seguro e beber pouco para não deixar de sentir o paladar inigualável da cachaça a entornar uma garrafa inteira, não sentir mais o prazer de uma dose, sair de carro e correr o risco de ser rebocado, multado, preso, ou ainda pior: causar um acidente e machucar alguém que não tinha nada a ver com o meu momento.

Fonte: Papo e Bar.

Nenhum comentário: