
Reverenciado até hoje, 32 anos depois da morte trágica na Itália, Ayrton Senna é saudade e exemplo de garra para fãs brasileiros e do mundo todo - Foto: NELSONL / Agência Senado
32
anos se passaram desde a morte de Ayrton Senna e é incrível como ninguém
esquece onde estava quando soube da tragédia, naquele fatídico dia 1º de maio
de 1994. Se você tem mais de 30 anos certamente vai se lembrar. Na praia, onde
eu estava, cada guarda-sol, cada barraca tinha alguém com um radinho ligado,
cada um em uma emissora.
Ainda não tinha Wi-Fi, internet e poucos possuíam celular. E a cada notícia de esperança que chegava pelo rádio, alguém gritava “ele vai conseguir”. Foram momentos de tensão, angústia… a gente não podia acreditar que o campeão de todo domingo iria morrer naquela curva do GP de San Marino, na Itália. Mas, infelizmente, assim aconteceu e hoje, 32 anos depois, o maior ídolo brasileiro da Fórmula Um é lembrado no mundo como ícone, herói e exemplo de foco e perseverança.
Para
relembrar, resgatamos um vídeo de Senna contando como foi a experiência dele
com Deus. O depoimento foi dado em 1988 para o especial de fim de ano de
Roberto Carlos, na TV Globo. Assista abaixo.
Série na NetFlix
Ele
teria 66 anos anos hoje, se estivesse vivo.
Se
você quiser matar saudade, tem na NetFlix a minissérie Senna, produção baseada
na vida do ícone brasileiro. (assista abaixo)
É
o ator Gabriel Leone quem dá vida a Ayrton Senna.
Estátua de cera
Em
Foz do Iguaçu, fãs podem se sentir mais perto do ídolo.
Lá,
o Dreamland Museu de Cera tem uma estátua de cera de Ayrton Senna em tamanho
original, para quem quiser tirar fotos ao lado do nosso herói das pistas.
O
Dreamland fica no Complexo Dreams Park Show, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Memória
preservada onde morou
A
casa onde Senna morou quando pequeno, na Zona Norte de São Paulo, nas décadas
de 1960 e 1970, foi comprada por uma vizinha e preservada.
Ela
fica Jardim São Paulo, na Rua Condessa Siciliano. Lá, Ayrton morou com os pais
e os dois irmãos, Viviane e Leonardo.
Marina
Rey Rachas, atual proprietária, mantém o imóvel intacto: a fachada, as grades
das janelas, os portões, a área do jardim e os móveis embutidos nos quartos… e
conta que muitos fãs passam por lá para tirar fotos.
Ninguém
foi preso
Mas
quem foi o culpado pela morte de Senna?
Em
1997 Patrick Head foi responsabilizado por quebra da direção, mas o crime
prescreveu.
O
tempo máximo para prisão por homicídio culposo era de sete anos e seis meses e
o veredicto só foi dado 13 anos após o acidente fatal de Senna.
Em
2007, a Suprema Corte da Itália confirmou decisão anterior e manteve como
culpado da tragédia Patrick Head.
Ele
é ex-sócio e cofundador da Williams, equipe pela qual Senna pilotava em sua
última temporada na F-1.
Reclamações
do campeão
Em
1994, Senna reclamava que se sentia desconfortável dentro do cockpit da
Williams.
Como
gostava de volantes maiores, ele dizia que suas mãos ficavam batendo na parte
superior do habitáculo quando virava o volante.
Os
engenheiros da Williams decidiram então mexer na coluna de direção de Senna.
Ela foi serrada, e o ângulo da barra alterado, para que as mãos do piloto não
batessem mais no cockpit. E consequências da intervenção foram trágicas.
A
Williams de Senna passou reto na curva Tamburello. Houve uma quebra na coluna
de direção. Tudo teria sido provocado por uma solda malfeita e por desgaste do
material.
O
piloto brasileiro não chance de evitar a batida.
Ao
todo, Senna participou de 161 grandes prêmios na Fórmula 1.
O
brasileiro conquistou 41 vitórias, 80 pódios e 65 pole positions.
Além
disso foi o dono de 19 voltas mais rápidas.
Querido
no mundo
Nosso
ícone conquistou fãs no mundo inteiro, principalmente no Japão, onde é cultuado
até hoje pelo exemplo e lições que deixou de força, garra e determinação.
É
comum a visita de turistas japoneses à lápide de Ayton Senna no Cemitério
Gethsêmani Morumbi, em São Paulo, todo dia primeiro de maio, data da morte do
piloto, e também no dia 21 de março, data do aniversário dele.
Inspiração
para Lewis Hamilton
E
um dos fãs mais famosos dele, seguiu os passos do ídolo e se tornou o grande
campeão mundial da Fórmula 1: Lewis Hamilton.
“Quando
eu era jovem, minha referência era Ayrton Senna. Então, eu estava mais para o
vermelho e branco, meu sonho era a McLaren”, afirmou o piloto inglês ao Dazn.
“Ayrton.
Meu herói sempre”, escreveu nas redes.
Assim,
de fã em fã, famoso ou desconhecido, o legado de Senna se perpetua e faz a
gente sentir falta e saudade dele, mesmo 32 anos depois.
Obrigado
campeão, você é eterno!
Assista ao vídeo do Senna contando como foi a experiência dele com Deus:


Assista ao trailer da série Senna, da NetFlix:
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