sábado, 27 de junho de 2026

Projeção de crescimento do PIB para 2026 coloca a Bahia entre os cinco piores estados

 

César Oliveira
Um levantamento realizado pelo Santander, com previsões de crescimento dos estados para 2026 evidencia uma clara divisão geográfica na movimentação econômica do país. Enquanto o Norte e partes do Centro-Oeste e Nordeste deslancham em projeções mais robustas, o ritmo diminui drasticamente à medida que se desce no mapa, afetando grandes potências industriais e estados historicamente fortes do Nordeste.

Quem lidera a lista é  Tocantins, com crescimento estimado de 3,8%, seguido por Roraima (3,6%), Amazonas (3,0%) e Amapá (3,0%).

Projeção de PIB dos estados para 2026 (em %):

Tocantins — 3,85

Roraima — 3,62

Amazonas — 3,04

Amapá — 2,96

Mato Grosso — 2,92

Acre — 2,82

Pará — 2,76

Rondônia — 2,70

Distrito Federal — 2,35

Paraíba — 2,33

Santa Catarina — 2,24

Maranhão — 2,16

Goiás — 2,15

Espírito Santo — 2,10

São Paulo — 1,80

Minas Gerais — 1,79

Piauí — 1,76

Alagoas — 1,70

Ceará — 1,65

Pernambuco — 1,56

Sergipe — 1,55

Rio Grande do Norte — 1,39

Bahia — 1,34

Mato Grosso do Sul — 1,26

Paraná — 1,13

Rio Grande do Sul — 1,12

Rio de Janeiro — 1,09


A  análise regional do Nordeste revela profunda disparidade. De um lado, estados como a Paraíba (2,33%) e o Maranhão (2,16%) conseguem se descolar da média nacional. Do outro lado, a maior economia da região acende um sinal de alerta: a Bahia figura entre as últimas posições do ranking nacional.

Com uma expansão estimada em apenas 1,34%, o estado baiano ocupa a 23ª posição entre as 27 unidades federativas.  Esse desempenho coloca a Bahia bem abaixo de vizinhos nordestinos como o Piauí (1,76%), Alagoas (1,70%) e Ceará (1,65%). O resultado reflete as dificuldades do estado em encontrar novos motores de crescimento, pesando negativamente o desempenho de setores tradicionais da sua matriz econômica.

O pelotão de baixo, onde a Bahia se encontra, é composto predominantemente por estados do Centro-Sul, que enfrentam bases de comparação muito altas de anos anteriores ou gargalos estruturais específicos como eventos climáticos e acomodação de commodities: Mato Grosso do Sul (1,26%) e Paraná (1,13%); Rio Grande do Sul (1,125); Bahia (1,34%) e Rio de Janeiro (1,09%).

Em suma, embora nenhum estado brasileiro vá fechar 2026 no vermelho, o estudo do Santander deixa claro que o bolo vai crescer de forma muito desigual. Para a Bahia, o desafio selvagem é vencer o imobilismo econômico  e recuperar a perda de fôlego frente ao resto do país.

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