sexta-feira, 2 de abril de 2021

 


A violência do Lockdown

Quantas pessoas mais precisam ser surradas por policiais nas ruas, quantas mais precisam ser assassinadas, levadas à depressão, à fome ao suicídio por causa do desemprego gerado pela estupidez do lockdown impostos por governadores e prefeitos tiranos e insanos? Estes miseráveis escondem os números, roubam os bilhões que lhes foram enviados para combater a pandemia, e pouco ou quase nada lhes acontece porque a justiça é lenta e cega quando lhe interessa, mas rápida e pródiga em defender e libertar bandidos. Um soldado se rebelou contra as ordens do governador Rui Costa e disse que não iria mais bater em trabalhadores. Surtou, o coitado ante a pressão dos comandantes e da sua própria consciência. E quem se importa com isso. O povo brasileiro perdeu a coragem, a fibra e a capacidade de indignação revolta já demonstrada outrora em outros momentos da nossa história. Tornou-se tão fraco e covarde, que tem medo de sair de casa e acampar na frente dos quarteis das forças armadas, e lhes exigir que cumpram o seu papel constitucional. Independência ou Morte! Gritou D. Pedro um dia. E ninguém tem coragem de repetir esse grito. Essa não é uma geração de homens, mas de ratos.

“Está morrendo a geração de ferro

Para dar passagem à geração de cristal. Quem é a geração de ferro? Aqueles quem chamávamos de “SENHOR” e “SENHORA”, porque “VOCÊ” é para “SEUS AMIGUINHOS”. Está morrendo a geração que não estudou porque precisava trabalhar para ajudar os pais, depois para realizar o sonho da casa própria, sustentar a família..., mas chorou de emoção e orgulho na formatura dos filhos. Está morrendo a geração que antes das 22:00h colocava todo mundo na cama, ajeitava o cobertor e rezava junto, porque “NINGUÉM DEVE DORMIR SEM REZAR, NÃO SOMOS BICHOS.” Está morrendo a geração que nunca viu uma carreira de cocaína, nem precisou de comprimidos, ou energéticos para rir e dançar a noite inteira, mas não ousavam tomar leite com manga. E ninguém saía, ou entrava em casa sem “A BENÇÃO”, e isso fazia toda diferença. Está morrendo a geração que nunca sonhou com a Disneylândia, porque divertido mesmo era ficar na calçada com os vizinhos, contando causos enquanto ficavam “DE OLHO NAS CRIANÇAS”. Está morrendo a geração que guardava o troco de moedas no cofrinho, mas não economizava nas festas de aniversário – um bolo, sanduiche, brigadeiro e suco. Sem DJ, só o som das crianças brincando e a risada dos parentes e amigos. Está morrendo a geração de ferro que anotava as dívidas na caderneta e ansiava pelo dia do pagamento para quitar todas as dívidas, porque “ESSE DINHEIRO NÃO É MEU”. Está morrendo a geração que pagou para ver; bancou os seus sonhos e sonhou os sonhos dos filhos; sorvete era para dias especiais e comer arroz e feijão era a regra para crescer forte, porque "SACO VAZIO NÃO PARA EM PÉ". Está morrendo a geração de ferro que fez do trabalho o objetivo de vida, não soube o que eram férias e passear na praça com os amigos era uma aventura deliciosa, que rendia incontáveis fofocas e segredos. Está morrendo a geração que sempre deixou o último bolinho para os filhos, mas amargou a saudade e o medo, quando esses filhos não tiveram mais tempo para eles. Está morrendo a geração que pagou todas as contas, mas não imaginou que envelhecer seria tão caro e que em alguns casos alguns dos filhos não estariam dispostos a dividir essa conta. Está morrendo a geração de ferro que soube arrancar comida e esperança de pedra para cuidar da família, mas esqueceu de cuidar de si mesmo.

Nós.......

(Tempos difíceis geraram homens fortes. Homens fortes geraram tempos fáceis. Tempos fáceis geraram homens fracos). Desconheço o autor

Paranoias

         Em que país do mundo uma simples troca de ministros ou comandantes das Forças Armadas provoca tanta reação, tanto chilique na imprensa e nos meios políticos? Esses velhos carcomidos e saudosistas que ainda vivem nos anos 60/70 são paranoicos e repassam suas neuras para as novas gerações. Parece que acordam, dormem e sonham com golpes militares. Seria recomendável que seus médicos receitassem soníferos e suas esposas lhes preparassem chás de camomila ou erva cidreira, fizessem uns cafunés contando estórias dos bons tempos das esquerdas no Brasil e de como Fidel Castro derrotou as forças capitalistas e transformou Cuba na maior potência militar e econômica do mundo.


Dica Musical

         A minha dica musical desta semana é “As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor”, cantada por ele mesmo. Trata-se de uma genial crítica social àqueles que buscam conduzir a humanidade enveredando por caminhos que satisfazem seus interesses e ambições pessoais. Isso nos trouxe à terrível situação em que nos encontramos hoje. Doença, fome, guerra e morte. Um cenário apocalíptico. Embora seja terrível, ele diz tudo isso do seu jeito irônico e debochado de ser, que acaba por nos fazer rir, quando estamos chorando diante de uma realidade tão cruel. E já que não somos nós, pobres mortais, que vamos dar um jeito em tudo isso, a não ser com muita luta, sacrifício, mortes e danos irreparáveis, vamos relaxar um pouco ouvindo o sempre genial e divertido Raulzito.


Philosopher

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. (Geraldo Vandré)

         Os versos de Vandré levaram grande parte da juventude dos anos 60/70 a uma luta desigual que levou milhares de jovens à prisão, tortura e morte. E o Brasil perdeu a esperança de dias melhores. Não que se apontar culpados nem inocentes, mas apenas voltar nosso pensamento ao passado ver se descobrimos onde erramos. Eu não nutro mais esperanças, porque os jovens do mundo inteiro, que poderiam fazer alguma coisa, já nasceram derrotados, e por culpa nossa. No caso do Brasil, tínhamos um país próspero e com um grande futuro pela frente, até que surgiu a besta sanguinária, conhecida como Médici. Precisava ser combatido, mas nós lutamos pelas causas erradas e pelos meios errados. Não tivemos boas lideranças e o desastre foi total.

*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

Por hoje é só que agora eu vou ali cantar o Hino Nacional como o “Canto do Cisne”

Nenhum comentário: