segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Dia da Música Popular Brasileira



             Hoje, 17 de outubro, comemora-se o Dia Nacional da Música Popular Brasileira (MPB). Esta data foi estabelecida pela a Lei 12.624, sancionada em 2012. O dia foi escolhido por ser o do nascimento da compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935).  O projeto original, do deputado Fernando Ferro (PT-PE), é de 2003. “A música é, entre todas as manifestações artísticas brasileiras, a que mais acentuadamente revela a riqueza de nossa diversidade cultural e regional”, afirmou o parlamentar na apresentação da proposta.
            “A adoção desse dia é uma forma de homenagear a primeira maestrina do país, que, em pleno século XIX, quando predominava a música europeia nos salões da aristocracia brasileira, desafiou os costumes de sua época e ousou trazer os ritmos africanos para suas composições musicais.” Ferro acrescenta que Chiquinha Gonzaga era “um mulher antenada com as grandes questões de seu tempo” – lutou pela abolição da escravatura e pela causa republicana, além de ser precursora na luta por direitos autorais. Mas Chiquinha também é lembrada pela sua independência. Separou-se do marido imposto, um escândalo para a época. Teria dito que não conseguia ver a vida sem harmonia.
Como surgiu a MPB
            A MPB surgiu no período colonial, quando brancos, índios e negros integraram os ritmos e os sons de suas etnias e os disseminaram em todas as classes sociais. Chiquinha Gonzaga foi uma das pioneiras divulgadoras da MPB, contagiando o publico, sobretudo com a música carnavalesca "Abre alas", em 1899. Em 1917, foi gravado o primeiro samba: "Pelo telefone", de Ernesto dos Santos, o Donga, e João Mauro de Almeida.
            Há nomes que merecem destaque na MPB: Pixinguinha, que fez muito sucesso com as músicas "Carinhoso"e "Rosa", conhecidas até hoje, "Ai, eu queria", "Mentirosa"; Noel Rosa ("Com que roupa?", "Feitio de oração", "Feitiço da Vila"); Cartola ("Divina dama", "As rosas não falam") e Ataulfo Alves ("Ai que saudade da Amélia", "Laranja madura"). Zé Kéti ("Máscara Negra"), Nelson Cavaquinho ("Folhas secas"), Candeia e outros enriqueceram também a MPB e influenciaram os novos compositores. 
            A música européia exerceu também muita influência na nossa música carnavalesca, a marchinha; o samba também foi alterado, tornando-se mais lento, o que deu origem ao samba-canção, que depois se tornou "samba de fossa", ou seja, musica cheia de nostalgia, que falava de desencontros e solidão. Lupicínio Rodrigues destacou-se nessa modalidade. 
            Na década de 1940, foi criada a expressão "bossa nova", que ressurgiu na década de 1950, sob a influência do jazz. Em 1958, o cantor e compositor João Gilberto gravou a música "Chega de saudade" e se tornou símbolo da bossa nova, ritmo que também consagrou Tom Jobim. 
            No final da década de 1960, as músicas "Domingo no parque", de Gilberto Gil, e "Alegria, alegria", de Caetano Veloso, deram início ao movimento musical chamado Tropicalismo, organizado não só por esse dois compositores, como também por Tom Zé, Os Mutantes, e Torquato Neto.  Francisco Buarque de Holanda, o Chico, é considerado um dos expoentes da música popular brasileira, ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Morais, Baden Powell, Paulinho da Viola, Billy Blanco, Martinho da Vila, Francis Hime, Toquinho, entre outros.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br e http://www.paulinas.org.br

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