terça-feira, 18 de outubro de 2016

Dr. Wilton Lima, uma vida simples e cheia de amor

Durante vários anos o jornal Tribuna Feirense circulava nesta data (18 de outubro) com um caderno especial em comemoração ao dia do Médico. Nós editavamos o caderno que cada ano homenageava um profissional que prestou serviços a comunidade feirense. Em 2013 homenageamos essa figura que fazemos questão de lembrar, mais uma vez, republicando a matéria  a seguir.
 
Wilton José Tavares Lima nasceu no dia 18 de dezembro de 1948, em Nazaré das Farinhas. Filho de Hugo Lima (alfaiate) e Zaira Tavares Lima. Aos 14 anos veio morar em Feira de Santana, onde concluiu os estudos. Sempre teve o desejo de estudar Medicina. Prestou vestibular na Escola de Medicina da Universidade Católica do Salvador, e em 03 de dezembro de 1974 se formou médico. Em 1975 foi para o Rio de Janeiro fazer especialização em Gastrenterologia na Rio Clínica, onde surgiram várias oportunidades de trabalho, mas, sempre quis se firmar em Feira de Santana, para onde retornou em 1976, e montou consultório no Edifício Zé Domingos.
Neste mesmo ano ingressou nos quadros da Prefeitura Municipal e começou a trabalhar como médico em um Posto de Saúde, no bairro Caseb, hoje Unidade Básica de Saúde Nossa Senhora de Fátima. Também em 1976 começou a trabalhar para o Sindicato dos Empregados do Comércio de Feira de Santana e no Hospital Dom Pedro Alcântara. Já em 1983 iniciou no Hospital Regional Clériston Andrade.
         Casou-se em 1977 com Arlete Andrade Lima com quem teve quatro filhos (Felipe (falecido), Fernanda, Flávia e Kamila). Durante toda sua vida mostrou ser um homem caridoso, que teve a simplicidade como sua marca. Faleceu no dia 29 de maio deste ano de 2013, deixando muitas lições. Bom filho, bom marido, bom pai e bom amigo. Todos que conviveram com ele são unânimes em afirmar. Convidadas a falar sobre o pai, as suas filhas escreveram:
Nosso Pai
         Agradecemos imensamente a Deus por ter nos presenteado e dado o privilégio de sermos filhas de um homem admirável, de um caráter sem igual, de um amor incondicional, um ser humano como poucos.
         Com o nosso pai aprendemos a respeitar, ser honestas, aprendemos que o amor pode transformar.  Muitos falam do amor de mãe que é diferente, maior para muitos, mas nunca pensamos assim, pois sempre fomos amadas por todos lados. Temos uma mãe/pai e tivemos um pai/mãe, nunca soubemos distinguir a diferença desse amor que dizem existir.
Tivemos um pai que nos colocava no colo mesmo já adultas, e enxugava nossas lagrimas “como só uma mãe faz”, um amigo com quem sempre pudemos contar, um herói que nos fazia sentir seguras, um pai que depositou em sua esposa e filhos todos os seus sonhos, que dedicou todos os seus dias à nos fazer felizes, um homem que abriu mão de muitas coisas, de riquezas até, simplesmente por se contentar em estar em casa com esposa, filhos, netos, genros “debaixo de suas asas” como dizia.
Uma pessoa que encontrou a felicidade em amar e é muito amado, pois a sua morte não o tirou de dentro dos nossos corações. Todos os dias, até o ultimo dia de sua vida, dissemos e ouvimos: Eu te amo!
Durante o processo de tratamento o nosso pai continuou nos surpreendendo, nos ensinando, nos dando lições de vida. A saudade nos faz chorar... mas, sorrir ao conversarmos e falarmos dele, pois o nosso pai foi o nosso orgulho”.

Nenhum comentário: