quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Trouxinhas



Ei você, otário! É. Estou falando com você mesmo, seu trouxa! Ou melhor, como dizem os petralhas, “trouxinha”. Você que vive dando ouvidos a atores, cantores, malabaristas sociais e outros enganadores, entenda de uma vez por todas que artista é alguém com talento para as artes, porém, não necessariamente gênios políticos ou sociais. 
          Eu conheço débeis mentais que tocam instrumento e pintam quadros com perfeição. Mas, quando se trata da vida prática, são verdadeiras nulidades. Vejam o Chico Buarque, por exemplo. Tido e havido como “gênio” da música e de uma inteligência bem acima da média. Pois é. Ele mesmo confessou em vídeos (tenho cópias comigo) confessando que participou, devidamente bêbado de uma passeata no Rio de Janeiro contra a introdução da guitarra elétrica na MPB. Mais recentemente confessou que boa parte das suas músicas ele comprou de “autores anônimos”. Por “autores anônimos” ele quer dizer pessoas com talento, porém sem dinheiro para investir em suas próprias carreiras. Ora, a família de Chico é tradicionalmente milionária no Rio de Janeiro. Dinheiro não lhe falta. Quando a ditadura militar o mandou embora do Brasil, ele foi viver na Itália. Lá gravou disco e fez shows. Dinheiro não lhe faltou. Mas, e os pobres talentos de quem ele comprou as composições? Continuaram no Rio, vivendo nos morros, na miséria.

            O tio dele foi ministro do governo do PT, e o que fez Chico pelos pobres talentos que lhe deram fama? Nada. Mas ele mesmo e toda sua família e amigos se locupletaram às custas do dinheiro público através da Lei Rouanet. Ou seja, ele não teve o menor escrúpulo em se aproveitar de uma lei que seria, teoricamente, para beneficiar artistas pobres, e não milionários como ele.
            Atores são piores ainda. Porque fazem e dizem tudo que lhes disserem para fazer, mediante pagamento de um cachê, é claro. Então, seu trouxa, quando você ouvir um artista defendendo este ou aquele governo, entenda que ele está sendo pago para isso, e não por ideologia. Se você assistiu ao filme “2012” deve ter visto uma cena em que o governador do Alabama, Arnold Schwarzeneggerr, falava na TV para todo o povo se acalmar pois “o pior já passou”, quando na verdade ele sabia do cataclisma eminente e apenas tentava acalmar os ânimos enquanto ele fugiria tranquilamente para um lugar onde os líderes mundiais estavam construindo modernosas “Arcas de Noé”, nas quais embarcariam com suas famílias, ficando à salvo do desastre, olhando pelos monitores de bordo a morte de milhões de pessoas. Alguns poucos mortais sabiam da verdade, e tentavam alertar o povo sobre o perigo. Mas, trouxinhas, otários iguais a você, não lhes davam ouvidos, porque eles não eram políticos ou artistas famosos. Eram pessoas simples, iguais a você, mas com uma capacidade intelectual um pouco melhor para entender as coisas, porque liam e estudavam muito, enquanto aquela gente igual a você ia ao cinema ou ao teatro. Até porque ler e estudar são coisas muito chatas como afirmou seu presidente ignorante e ladrão.

            Sabe por que é seu otário? É porque assim como todo ladrão acredita que todo mundo deve ser também, todo burro e ignorante, acha que todos também devem ser. E não admitem que seu vizinho, seu amigo, seu parente, pobre, sem fama, mas inteligente e culto, saiba mais do que você sobre quase tudo. Seu trouxa! Seu otário!

            Agora, vá comer seu sanduiche de “mortandela” enquanto é tempo porque depois de 2018 não vai ter mais. Você vai ter que trabalhar para comer.

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