terça-feira, 8 de setembro de 2020

Aniverário da Princesa




Prosseguindo com nossa série de publicações comemorativas do Aniversário de Feira de Santana, que ocorre no próximo dia 18, hoje falamos sobre a comunicação em nossa cidade.   

Jornalismo feirense em festa no mês de setembro
                A Rádio Sociedade News comemorou nesta segunda-feira (7) 72 anos da sua fundação. Foi a primeira rádio fundada no interior do Brasil. No próximo dia 17, o Jornal Folha do Norte completa 111 anos de circulação. No mês passado, a Rádio Princesa FM, a primeira rádio FM da cidade e a segunda a ser fundada no interior do Brasil, completou 42 anos. Se ainda estivesse em Circulação, o Jornal Feira Hoje faria aniversário no dia 5 de setembro. 

                  Vale essa menção ao Feira Hoje, porque ele marca um divisor de águas no jornalismo feirense. Pode-se dizer que há dois períodos distintos na nossa Imprensa: Antes e Depois do FH. 
                  O Jornal Feira Hoje foi fundado, no início dos anos 70, pelo Professor Raimundo Gama, que teve como sócio o comerciante Dímpino Carvalho. O Editor era o jornalista Egberto Costa. Sua circulação era semanal, e além das notícias do dia a dia da cidade, tinha também uma coluna de política, o “Etc & Tal”, por Helder Alencar, a coluna com as crônicas de “Saulo Daqui”, pseudônimo do médico Carlos Kruschevsky, além de páginas sociais e esportivas. 
          O jornal tinha uma impressora plana que imprimia folhas grandes de papel jornal, frente e verso, perfazendo assim quatro páginas, quando eram dobradas ao meio. A impressora era municiada com uma placa de tipos móveis, confeccionado em chumbo por uma enorme máquina chamada de  “(linotipo”, e eram dispostos por um profissional chamado de Tipógrafo. Como o processo era lento, e as fotografias tinham que ir para Salvador, onde seriam passadas para chapas de metal e afixada em madeira, formando o que era chamado de “clichê”, enviadas de volta no  mesmo dia para entrar nas composições das páginas, o jornal ia sendo impresso diariamente até ficar pronto na noite de sexta-feira para circular no sábado.
         Quando os empresários Carlos Falcão, Alfredo Falcão e José Olympio Mascarenhas compraram parte do jornal, uma sede moderna foi construída no bairro Muchila, e o jornal passaria a ser diário. Toda uma estrutura de equipamentos foi montada para confeccionar e imprimir o jornal em um dia para que circulasse no outro. Era necessária também uma renovação. Atualização e aumento de funcionários sob o Comando do experiente jornalista José Carlos Teixeira, um grupo de professores se deslocou de Feira de Santana para preparar o novo corpo de jornalistas, fotojornalistas, revisores e diagramadores do jornal.
         Além dos experientes Valter Vieira, Jair Cesarinho, Itajaí Pedra Branca, Aristides Oliveira e José Fernandes, e os fotógrafos Reginaldo Pereira e Rosa Maria, e o novato ACM, o Jornal ganhou um grupo de jornalistas novatos, formados dentro da própria empresa. Eram eles:  Boaventura Francisco, Rubens Pereyr, Cristóvam Aguiar, Jailton Batista, e pouco tempo depois vieram se incorporar à trupe, Anchieta Nery, Moacir Freitas, Dimas Oliveira, Maura Sérgia, Edson Felloni, Madalena Jesus. Muitos outros ainda atuantes hoje em dia, passaram pelo jornal e cresceram dentro do jornalismo, tornando-se secretários de governos, assessores políticos e empresariais, e outros mais montaram projetos pessoais que foram bem sucedidos, como é o caso de José Carlos Pedreira, o Zé Coió, que fundou o Jornal Noite & Dia, há cerca de 40 anos e ainda em circulação.
         Mas, muito mais profissionais eram necessários para se fazer um jornal. Além de repórteres e fotógrafos, eram necessários revisores, diagramadores, compositores, para montar as páginas para a impressão, impressores, e todo sistema de entrega para assinantes e distribuição em bancas. Eram mais de cem pessoas para preparar, imprimir e circular cada edição. Na nova sede o jornal continuou  com o antigo sistema de impressão. Mas, logo foi adquirida uma impressora do sistema Off Set, que consistia em gravar as páginas em uma placa de metal, através de um sistema chamado Fotolito, e estas placas eram fixadas no rolo impressor da máquina, aumentando muito a velocidade da impressão. Também foram adquiridas máquinas elétricas para a composição das páginas, aposentando-se de vez o Linotipo. Geraldo Lima, que era compositor, passou a integrar o corpo de revisores, depois de redatores, do jornal.
Hoje, uma pessoa hábil e com fornecedores de fotografias e notícias, pode sentar-se à frente de um computador, montar todo ele sozinha, e nem precisa ir levar na gráfica, pois basta mandar o jornal já diagramado por e-mail ou WhatsApp que a gráfica recebe imprime e manda entregar o jornal pronto na casa do dono. Mas até isso está acabando, porque quase já não existem jornais impressos. Quase todos hoje em dia são digitais e estão online em várias plataformas acessíveis pela internet.
         Voltaremos a falar sobre este assunto, que além de outros jornais ainda tem Revistas, as Rádios e a TV Subaé. Sem esquecer dos alternativos Demais e Sempre Livre.

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