Vídeo com dicas foi divulgado nas redes sociais da entidade informando que o consumidor deve ser rápido após o crime para apagar os dados dos smartphones |
O aumento de casos de roubo de celulares para golpe bancários como transferências, empréstimos e outras transações fez acender um alerta no Procon de São Paulo. A instituição busca dialogar com as operadoras e ensinar como se proteger dessas fraudes. Um vídeo com dicas foi divulgado nas redes sociais da entidade informando que o consumidor deve ser rápido após o crime para apagar os dados dos smartphones.
A vítima deve procurar por um celular ou computador disponível e, para modelos Android, acessar android.com/find, entrar com seus dados e clicar em “Limpar dispositivo”. Já na plataforma IOS, o consumidor deve acessar icloud.com, entrar com seus dados e clicar em “Buscar iphone” e depois em “Apagar iphone”.
O vereador paulistano Marlon Luz, conhecido por ter um canal no Youtube onde mostra seu dia a dia como motorista de aplicativo, gravou o momento em que foi roubado na semana passada, em São Paulo. Os criminosos chegaram a retirar mais de R$ 60 mil das contas bancárias do político.
“Tive que trocar as senhas no dia seguinte, tiraram todo o dinheiro da conta. Precisava pagar contas, todo mundo tem conta para pagar e não tinha dinheiro, tive que atrasar contas. Cadastrei as novas senhas, esqueci as novas senhas, fiquei com medo de usar aplicativos no celular, tive que usar só no computador e mesmo assim cadastrar novos dispositivos”, afirmou.
O vereador chegou a levar o assunto à Câmara de São Paulo, onde recebeu apoio dos colegas para discutir o tema e dar mais segurança aos usuários. “Muitos colegas apoiaram uma CPI dos bancos em relação à segurança, mas o que mais vingou foi o Procon ou a Febraban exigindo dos bancos maior segurança em relação ao acesso dos aplicativos, isso foi muito bom. Também é exigência que as próprias plataformas que fazem os aparelhos celulares garantam mais segurança às transações bancárias”, explicou.
O Procon se reuniu bancos, operadoras de telefonia e
plataformas digitais para discutir o tema da segurança. Ficou definido
que será disponibilizada uma central com as orientações que o consumidor
deve seguir nesses casos. (Jovem Pan)
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